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    Paula Calil pode assumir Prefeitura de Cuiabá durante licença de Abilio

    Prefeito pretende se afastar por 15 dias antes do período eleitoral para organizar a pré-campanha da primeira-dama Samantha Iris

    A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), poderá assumir a Prefeitura da Capital nos próximos dias durante um eventual afastamento do prefeito Abilio Brunini (PL). O chefe do Executivo planeja deixar o cargo por cerca de 15 dias para estruturar a pré-campanha da primeira-dama e vereadora Samantha Iris (PL), que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

    A possibilidade de licença foi confirmada pelo próprio Abilio ao comentar o pedido de exoneração do secretário municipal de Esportes e Lazer, Jefferson Neves. O agora ex-secretário deixou o cargo para coordenar a pré-campanha da esposa, a vereadora Michelly Alencar (União Brasil), também pré-candidata a deputada estadual.

    “Eu entendi, naturalmente, até porque eu mesmo estou planejando me afastar da Prefeitura de Cuiabá, pelo menos uns 15 dias antes do processo eleitoral, e entendo perfeitamente que ele tenha tomado essa decisão”, afirmou o prefeito.

    Nesse cenário, Paula Calil assumiria o comando do Executivo porque a vice-prefeita Vânia Rosa (MDB) também pretende disputar uma vaga na ALMT e, por isso, não deverá ocupar o cargo. A presidente da Câmara afirmou que ainda não foi procurada por Abilio para tratar do assunto, mas disse estar preparada para exercer a função.

    “O Abilio ainda não me chamou para falar sobre a licença. Vamos conversar ainda nesta semana. A sucessão é uma das funções da presidência da Câmara e estou pronta para servir Cuiabá”, disse Paula Calil. A possível passagem de Paula pelo comando da Prefeitura ocorre em meio às articulações para sua reeleição à presidência da Câmara Municipal. Além da disputa interna por apoio entre os vereadores, ela também  contou uma ação judicial movida pelo prefeito que buscava alterar o Regimento Interno da Casa e que poderia impactar positivamente seu projeto de permanecer no comando do Legislativo. No entanto, a Justiça negou o pedido de liminar sem julgar o mérito.

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