Ela estava com sua filha, menor de idade, e disse ter sido xingada e humilhada e perseguida por 4 km por usar adesivo de Flávio Bolsonaro
A empresária e presidente do partido Novo em Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá), Raquel Becker Mattei, usou as redes sociais para denunciar ter sido perseguida, na noite dessa quarta-feira (03), por um empresário, por conta de adesivos do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) e do pré-candidato a deputado federal Vinicius Santana (PL), que estavam em seu veículo.
Raquel, que é membro do Movimento Conservador Patriota da cidade, estava com sua filha, menor de idade, e disse ter sido xingada e humilhada. “Fui perseguida, humilhada, xingada pelas palavras mais horríveis, por um homem furioso, que me perseguiu por mais de 4 km. Ele jogou a caminhonete em cima do meu carro por várias, quase provocando um acidente”, escreveu Raquel em suas redes sociais.
“Demorei um pouco pra entender o porquê daquele ódio todo, até descobrir que tudo isso era por conta de um adesivo que estava atrás do meu carro, do pré-candidato Vinicius Santana. Nunca pensei em viver isso na minha cidade. Rondonópolis sempre me pareceu segura e hoje fui surpreendida de forma agressiva e perigosa”, acrescenta.

A mulher publicou trechos da perseguição. Em um deles, é possível ver que ela está dentro do carro, quando é xingada de “filha da p*” pelo empresário, que estava em outra caminhonete. Já outros mostram ela sendo seguida de perto pela caminhonete.
Raquel alegou que o empresário é covarde e a perseguiu do Rondon Plaza Shopping Center até a entrada do condomínio onde mora. “Não sei o que ele queria fazer comigo e minha filha, mas sei que sentimos muito medo. A intolerância política é algo que não podemos aceitar”, destaca.
Também nas redes sociais, o pré-candidato a deputado federal Vinicius Santana defendeu a vítima. Ele foi até a loja onde o empresário é dono e gravou um vídeo. “É um comunista que não aceita opinião contrária. Fica fazendo [ameaças] contra mulheres. Por que não vem fazer comigo?”, dispara.
Ainda não há informações se foi registrado boletim de ocorrência.


