
Quando o preço da comida vira um problema eleitoral, o caminho mais óbvio seria fazer o alimento ficar mais barato.
A campanha de Lula, porém, decidiu procurar o Tribunal Superior Eleitoral.
O grupo quer investigar uma suposta ação coordenada de mais de 20 influenciadores que publicaram vídeos semelhantes sobre os preços encontrados nos supermercados.
A suspeita é de que alguns conteúdos tenham sido financiados ou impulsionados por empresários e lideranças bolsonaristas.
Se houve pagamento clandestino ou operação eleitoral ilegal, que se investigue. Mas roteiro parecido não transforma automaticamente o preço exibido na prateleira em mentira.
O brasileiro não precisa de influenciador, empresário ou partido político para descobrir quanto custa encher o carrinho. Basta passar no caixa.
Levar o caso ao TSE pode até apurar quem financiou as publicações.
O que tribunal nenhum conseguirá fazer é proibir o eleitor de sentir no bolso o preço da comida


