
A possibilidade da saída de o deputado federal Fábio Garcia (União) deixar a condição de vice na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) teria como explicação a decisão judicial do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, ao deflagrar a Operação Heritage. Isso porque o ministro proibiu contato entre os investigados, entre eles, pessoas estratégicas na campanha.
Além de Garcia, foram alvos da operação o ex-governador Mauro Mendes (União) e o secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho, que atua como coordenador da campanha à reeleição de Pivetta. Muitos aliados entendem que essa restrição de contato gera um grande impasse para a campanha, já que, em condições normais, sempre existem agendas em comum de ocupantes de funções estratégicas.
Por isso, os líderes do grupo estão em reuniões desde ontem para encontrar uma definição. Na manhã desta terça-feira, o ex-governador Mauro Mendes, candidato ao Senado, está reunido com Pivetta no Palácio Paiaguás para tentar chegar a um consenso.
Nos bastidores, é cogitada a saída de Garcia da condição de vice de Pivetta. Alguns nomes já vêm sendo cogitados, como a suplente de deputada federal, Gisela Simona, e a vereadora Michelly Alencar, ambas do União Brasil. Além delas, Cidinho Santos (PP) e Luiz Antônio Pagot (PP) também estão sendo cotados como possíveis substitutos de Garcia.


