Pontal do Araguaia (MT) – Um dos principais cartões-postais de Pontal do Araguaia, o Parque dos Garimpeiros, tem sido alvo de questionamentos por parte de moradores devido à presença de uma área de vegetação localizada no interior do lago, que contrasta com a paisagem do local.
A principal dúvida levantada pela população é sobre o motivo da manutenção dessa espécie de “ilhota” no lago e por que a administração municipal, responsável pela área, ainda não realizou a retirada da vegetação.

Segundo informações obtidas, sob a área de matagal estaria localizada a saída de resíduos provenientes da Estação de Tratamento de Água (ETA) do município. A denúncia aponta que o material resultante do processo de tratamento estaria sendo descartado diretamente no lago, o que tem gerado preocupação entre moradores.
Especialistas ressaltam que resíduos oriundos de estações de tratamento devem seguir normas ambientais específicas para destinação adequada, visando evitar impactos ao meio ambiente e à saúde pública.
Outro ponto que chama atenção é a proximidade do lago com o cemitério municipal, localizado a aproximadamente 30 metros do local. A situação levanta discussões sobre possíveis riscos ambientais relacionados ao chorume — líquido proveniente da decomposição orgânica, que pode conter substâncias potencialmente contaminantes.
Diante desse cenário, moradores questionam se foram realizados estudos ambientais para avaliar os impactos da criação de peixes no lago, atividade que abasteceria parte da população local e regional.
Também surgem questionamentos sobre o posicionamento e a autorização dos órgãos ambientais competentes, como a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA) e o IBAMA, em relação às atividades desenvolvidas na área.
A reportagem deixa espaço aberto para que a Prefeitura Municipal de Pontal do Araguaia, a SEMA e o IBAMA se manifestem sobre os questionamentos apresentados.


